Depois de quase 1 mês inteiro sem escrever eu volto… e volto acompanhado de Etta James e chuva.
Estranho um mês de dezembro com chuva… muito estranho. Normalmente por esses lados onde eu vivo, recém, na primeira noite do ano, cai uma leve garoa que vem para batizar e abençoar o novo ano que chega com esperanças e desejos.
Lindo é estar em casa, na madrugada negra e cega… luz de abajur, uma densa fumaça de vício no ambiente apenas iluminado, Etta no toca LP’s (sim, existe um assim aqui em casa) e uma chuva que ameaça romper o silêncio da cálida noite de verão com uma linda composição de raios e trovoadas… um natural fusion … Etta James mixada com os selvagens sons da natureza.
Gosto de Etta… (e pelo que todos podem ver, gosto também das reticências, mas isso é tema para outro dia). Normalmente, nas noites de insônia, que no meu caso é algo que acontece normalmente, o que eu escuto? Etta. Stormy Weather, The man I Love, Body and Soul, entre outras me fazem companhia nas noites em claro. Melhor companhia impossível. Etta e uma taça de malbec argentino… não necessito nada mais.
Uma das grandes divas norte americanas do Soul e Rhythm and Blues ainda vivas, Etta nasceu no ano de 1938 na cidade de Los Angeles, Califórnia. Começou sua carreira aos 5 anos cantando em emissoras de rádio da cidade norteamericana. Com um tom de voz meigo, doce e ao mesmo tempo com toda a potência de raios e trovoadas, se dedicou ao Gospel na igreja do bairro onde nasceu e foi criada. Em 1950 se transladou a San Francisco. Formou um grupo com outras cantoras e desde esse momento foi sucesso.
Seu último disco foi gravado em 1998 com ritmos variados, mais puxados ao Jazz e a temas natalinos em Etta James Christmas.
Escutar Etta nesse momento do ano me remete a dentro de algum filme no qual a principal protagonista é Nova Iorque no Natal… neve, correria, compras de natal, árvores enfeitadas, lindas vitrines adornadas. Uma viagem musical, estando sentado em uma linda cadeira, tendo a frente dos meus olhos a tecnologia de um plasma 21 polegadas.
Perfeita, no sentido mais puro da palavra, Etta James definitivamente é uma grande dama, uma verdadeira diva.
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